Exibições do documentário Vocacional, uma aventura humana.
Data, local e horários.
Dia 10 de agosto na E.M. Amorim Lima - Capital - 19 horas com debate
Dia 21 de agosto no Teatro Rituais da Alegria - O.Aranha - Capital das 15 as 20 hrs com debate e surpresas.
Dia 19 de setembro - Batepapo Cultural sobre o Vocacional em Rio Claro. das 19 horas em diante.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
Ontem, visitamos a E.M. Amorim Lima.
Fomos super bem recebidos por sua Diretora Ana Elisa Siqueira e pelos alunos, em especial a aluna Marcele.
Ana comanda há 16 anos os rumos da escola Desembargador. Ela é dinâmica, super ativa e aberta a inovações à frente de um exército de Brancaleone que dá conta do sucesso alcançado.
Em conversa descontraída deu para perceber que nossos caminhos se cruzam e caminham paralelamente.Descobrimos também um ponto em comum - a Escola Mutirão e Ana Maria Smith Pimentel, também ex professora do 2º.ciclo do Vocacional Oswaldo Aranha.
Ainda estamos matutando sobre todas as novidades apreciadas ontem no Amorim, muito positivas.
Assim como o Vocacional, a experiência da Escola Municipal do Amorim, aqui na capital, traz soluções interessantes, positivas e possiveis para os rumos da educação neste pais.
.
Ambas já foram alvo de reportagem na Folha Sinapse
http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u67.shtml
27/08/2002 - Vocacional: Por que os bons tempos não voltam?
http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u28.shtml
Aprendi a viver com as divervisividades
e
Perfil: Diretora de uma escola sem parede
http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u908.shtml
Percebemos muitos pontos em comum entre as duas experiências:
No vocacional as classes eram formada por 30 alunos. Quando havia aulas práticas por exemplo, artes industriais e artes plasticas ou educação musical e economia documestica, a classe de 30 se divida classes em 15/15 alunos.
"No Amorim, ficam 25 alunos na sala de aula. "Isso elimina um dos problemas crônicos da escola pública: aulas vagas devido a professores que faltam. Mesmo com dois ausentes, um dá conta de uma sala com 25 pessoas", diz Ana (Folha Sinapse)
Em ambas constatou-se o clima de liberdade dos alunos e a cooperação.
A participação dos pais e da comunidade em ambas tambem é um fator muito relevante.
A experiência dos Vocacionais e do Amorim Lima, bastante positivas e interessantes, causam a principio algum impacto nas pessoas, pois fogem do lugar comum e da acomodação das escolas tradicionais.
A revolução praticada em ambas, atrairam muitos admiradores como tambem, pessoas contrárias a qualquer tipo de mudança na escola tradicional e muito menos se falar em revolução no ensino.
A GVive e a Escola Amorim pretendem conversar a respeito de ações conjuntas e reuniões com outros educadores sobre os rumos da educação como um todo.
Em recente reunião de educadores no MEC, em Brasilia, percebemos a seriedade e vontade a procura de novos rumos para a educação sobre o comando da Secretaria de Educação Básica do MEC, Pilar Lacerda e tambem de Jaqueline Moll .
Além do vocacional e Amorim, conhecemos na reunião do MEC diversas experiências que acontecem nos quatro cantos do pais, sem que a midia em geral fale a respeito.
Diversas experiências acontecendo em Rio Branco, no Acre, Florianopolis, Rio de Janeiro, Palmas, no Tocantins e outras.
Acreditamos que a experiência da metologia e práticas usadas no vocacional e os métodos usados no Amorim, podem colaborar para que se encontre um caminho comum..
GVive.
domingo, 3 de julho de 2011
Participações da GVive em Eventos em prol da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.
2005:
25 de outubro - Americana - Unisal - 8/12 horas
Seminário de Educação da Unisal - Protagonismos - Ary M. Jacobucci
GVive - Shigueo Watanabe, Paulo Angelo Martins, Paulo Ricardo Simon e Luigy
25 de outubro - São Paulo - Livraria Cortez
Lançamento do Livro: Ensino Vocacional uma pedagogia atual - Esmeria Rovai
Criação de um site como endereço na web: http://www.gvive.org/ e http://www.vocacional.org.br/
2006:
Lançamento do DVD 7 vidas eu tivesse de Jose Mauricio de Oliveira produzido pela turma de 1963.
2007:
Promoveu o I Seminário GVive de Educação- 23/24 de outubro - Itaú Cultural :
Educação: Atualidade e Ginásios Vocacionais.
2009:
Mostra de videos sobre o Vocacional em Barretos - Assoc. Com. e Ind. de Barretos - fevereiro.
Exibiçao do Filme o Segredo de Educar e debate no Instituto Cervantes - maio -
Participação no III Congresso Regional de Educação em Barretos - 15 de julho
com os professores: Expedito de Oliveira, Angelo Schoenacker, Olga Bechara e Esmeria Rovai
Mostra de Videos sobre o Vocacional em São Paulo - 06 de agosto - SESC AV. PAULISTA
Mostra de Videos sobre o Vocacional em Batatais - 11 de novembro - E.E. Candido Portinari
Promoveu o II Seminário GVive de Educação 25/26 de novembro de- SESC AV. PAULISTA:
O Ensino Vocacional e a Escola Pública: Encontro com o Passado, Pensando o Futuro
Mostra de video sobre o Vocacional em Rio Claro 12 de dezembro
Abraço ao Chanceler Raul Fernandes - Rio Claro 12/12/2009 - evento de 40 anos sobre a invasão aos vocacionais em 12 de dezembro de 1969. Evento que promoveu o abraço no entorno da escola.
Discussão de projeto experimental de educação da GVive com professores do vocacional.
2010:
Reedição de dois livretos sobre o Serviço de Ensino Vocacional.
Participou da Edição do Livro da tese de Maria Nilde Mascellani parceria com o IIEP e CMEFEUSP.
Debates sobre projeto de educação com professores do vocacional e a gvive.
2011:
Documentário Vocacional uma aventura humana de Toni Venturi - 3 abril
Festival é tudo verdade.
FOEI - FORUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA – http://www.foei.com.br/
IV Encontro de Educadores de Educação Inclusiva - 04 de maio das 8 às 12 -
Exibição do filme e debate. Esmeria Rovai e equipe da GVive
Sedes Sapientiae – PUC Dia 04 de maio das 20:00 às 22:30
COMEMORAÇÃO 80 ANOS DA NILDE/ 50 ANOS DO SEV/ 06 GVIVE e coquetel.
TEATRO DO SEDES - GVive -Palestrantes: Silvana Mascellani, Cecilia Guarana, Luigy, Irmã Pompea, Antonio Carlos Sarti, Dilu (CNM/CUT), Walter Barrelli, Esmeria Rovai; Alcimar Souza e Lima, Sebastião Neto (IIEP) - Apresentação Hans Muller.
MEC - Brasília - 09 de maio
Exibição do Documentário Vocacional e debate na Reunião Técnica do MEC: Construção de Recomendações para uma Política Curricular da Educação Básica de 0 a 17 anos. Angelo Schoenacker/Luigy
Participação na Oficina da Escola Aberta de Politicas Públicas de Educação e Trabalho - Angelo Schoenacker/Luigy
Junho
“DESAFIOS PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA: A QUESTÃO DA EDUCAÇÃO” 15:20h – 16:40h - SESSÃO DE CINEMA
Projeção do filme VOCACIONAL: UMA EXPERIÊNCIA HUMANA e debate. Olga Bechara e Esmeria Rovai.
Agenda de participação em eventos
Abril:
Festival tudo é verdade! Cine Livraria Cultura
Exibição do filmes VOCACIONAL TONI VENTURI- 02 e 03 Abril 2011 - São Paulo
GVive/LuigyAssociação Casa da Cidade -www.casadacidade.org.br - Nabil Bonduki
Exibição do documentario Vocacional e debate - 14 de abril - Toni/Luigy/
Maio
FOEI - FORUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA – http://www.foei.com.br/
IV Encontro de Educadores de Educação Inclusiva - 04 de maio das 8 às 12 -
Exibição do filme e debate. Esmeria Rovai
Sedes Sapientiae – PUC Dia 04 de maio das 20:00 às 22:30
COMEMORAÇÃO 80 ANOS DA NILDE/ 50 ANOS DO SEV/ 06 GVIVE e coquetel.
TEATRO DO SEDES - GVive -Palestrantes: Silvana Mascellani, Cecilia Guarana, Luigy, Irmã Pompea, Antonio Carlos Sarti, Dilu (CNM/CUT), Walter Barrelli, Esmeria Rovai; Alcimar Souza e Lima, Sebastião Neto (IIEP) - Apresentação Hans Muller.
MEC - Brasília - 09 de maio
Exibição do Documentário Vocacional e debate na Reunião Técnica do MEC: Construção de Recomendações para uma Política Curricular da Educação Básica de 0 a 17 anos. Angelo Schoenacker/Luigy
Participação na Oficina da Escola Aberta de Politicas Públicas de Educação e Trabalho - Angelo Schoenacker/Luigy
Junho
“DESAFIOS PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA: A QUESTÃO DA EDUCAÇÃO” 15:20h – 16:40h - SESSÃO DE CINEMA
Projeção do filme VOCACIONAL: UMA EXPERIÊNCIA HUMANA e debate. Olga Bechara e Esmeria Rovai.
Doação da Documentação do Vocacional de Rio Claro pela Profa. Edneth
A GVive recebeu ontem toda a documentação (14 caixas) sobre o vocacional de Rio Claro ( material que foi salvo da invasão ocorrida em 12/12/1969) do acervo pessoal da professora Edneth Ferruci Sanches, recentemente falecida. O Material será enviado ao CMEFEUSP ( nossa parceira) para higienização e catalogação e depois estará aberta para pesquisa.
A doação foi feita pela Fernanda, sobrinha da profa.
Foto dos alunos do vocacional de Rio Claro em estudo do meio.(foto SEV/GVive)
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Com projeto de formação crítica, Ginásios Vocacionais foram extintos pela ditadura
30/6/2011 - 10h26
Com projeto de formação crítica, Ginásios Vocacionais foram extintos pela ditadura.
por Sarah Fernandes, do Aprendizenvolverde.com.br
No meio de uma calorosa conversa vem uma pergunta: “Quais os fatores que sadeterminaram o subdesenvolvimento do Brasil?”.
Não foi preciso tempo para as respostas: “Deficiência de assistência social e alto crescimento demográfico”. “Fome e dependência politica estrangeira”. “Desemprego como consequência da monocultura latifundiária”. “Falta de aproveitamento dos recursos naturais”. “Desequilíbrio econômico entre indústria e agricultura e más condições de trabalho”.
As hipóteses não foram levantadas em uma universidade ou em um instituto de pesquisa. Elas foram pensadas nos bancos de uma escola, por estudantes ginasiais – atual ensino fundamental II.
Registrado no documentário Vocacional, uma Aventura Humana, o debate ocorreu em um dos seis Ginásios Vocacionais do estado de São Paulo, que funcionaram nas cidades de Americana, Batatais, Barretos, Rio Claro e São Caetano do Sul, entre 1962 e 1969, até serem extintos pela ditadura militar, que os considerou subversivos.
“Muita gente acha que o termo vocacional está realcionado à profissão, mas não é. Esse nome foi escolhido porque o sistema visava formar homens livres, críticos e criativos, de modo que ele pudesse arquitetar sua vocação ontológica de ser humano”, conta a ex-diretora do Ginásio de Americana, Aurea Cândida Sigrist de Toledo Piza.
O ex-aluno Luiz Carlos Marques, ou Luigy, como é conhecido pelos colegas do Ginásio Vocacional Oswaldo Aranha, de São Paulo, comprova: “Minha emancipação intelectual se deu no Vocacional e não na universidade. O que me valeu muito lá foi o que aprendi quando criança”.
Como funcionava?
Com todo currículo pautado em Estudos Sociais, as aulas não eram divididas em disciplinas, mas em áreas do conhecimento. “Estudávamos psicologia, sociologia, antropologia, história e geografia e tudo girava em torno dessas discussões”, lembra Luigy, que hoje é diretor da Associação dos Ex-Alunos e Amigos do Vocacional (GVive). “Meninos e meninas estudavam juntos, o que era um grande avanço para a época. Tínhamos meninas líderes de classes e meninos aprendendo a trocar fraudas nas aulas de educação doméstica”.
Nos quatro anos de permanência no vocacional, o foco dos estudos era dividido, sendo no primeiro o município, no segundo o estado de São Paulo, no terceiro o Brasil e no quarto o mundo. A professora Aurea explica que, assim, trabalhava a partir de unidades pedagógicas em círculos concêntricos. “As áreas de estudos sociais colocavam um problema ligado à realidade e todas as demais áreas trabalhavam esse tema”.
A partir daí os alunos faziam estudos supervisionados, individuais, livres e em equipe. Deles saíam sínteses, que eram avaliadas e debatidas em assembleia, até que se chegasse a uma única, mais completa. “Os alunos perguntavam, recebiam críticas dos colegas e assim aprendiam a argumentar, a se colocar e a respeitar o outro”, explica Aurea.
Também haviam os chamados estudos do meio ou pesquisas de campo, como lembra Luigy. “Fazíamos passeios nos bairros da cidade levantando o que tinha lá. Catalogávamos cinemas, teatros e até zonas de prostituição”, lembra. “Algumas equipes chegaram a ir para a Bolívia e para o Peru”.
Parte do dinheiro para os trabalhos de campo do Ginásio Vocacional de São Paulo vinha da cantina da escola, que era gerida pelos próprios alunos. Organizados em equipes, eles assumiam periodicamente a limpeza, o atendimento, o troco e o balanço final da cantina. Parte do lucro era divido igualmente entre os alunos, depositados na conta do banco escolar, que cada um possuía.
“Fazíamos tudo em equipe. Professores e alunos almoçavam juntos, jogavam bola juntos”, lembra Luygi. “Quando alguém fazia algo errado era realizada uma assembleia para que todos decidissem o que seria feito com o responsável”.
Ser aceito em um dos vocacionais não era simples. Os candidatos passavam por entrevistas com pais e alunos, além de estarem sujeitos a disponibilidade de vaga. “Se 15% dos moradores da região fossem da classe A, teríamos 15% dos alunos da classe A. Se 30% dos moradores fossem de classe E, 30% dos alunos também seriam”, explica Aurea. “As classes heterogêneas ajudavam a amadurecer”.
Com todo currículo pautado em Estudos Sociais, as aulas não eram divididas em disciplinas, mas em áreas do conhecimento. “Estudávamos psicologia, sociologia, antropologia, história e geografia e tudo girava em torno dessas discussões”, lembra Luigy, que hoje é diretor da Associação dos Ex-Alunos e Amigos do Vocacional (GVive). “Meninos e meninas estudavam juntos, o que era um grande avanço para a época. Tínhamos meninas líderes de classes e meninos aprendendo a trocar fraudas nas aulas de educação doméstica”.
Nos quatro anos de permanência no vocacional, o foco dos estudos era dividido, sendo no primeiro o município, no segundo o estado de São Paulo, no terceiro o Brasil e no quarto o mundo. A professora Aurea explica que, assim, trabalhava a partir de unidades pedagógicas em círculos concêntricos. “As áreas de estudos sociais colocavam um problema ligado à realidade e todas as demais áreas trabalhavam esse tema”.
A partir daí os alunos faziam estudos supervisionados, individuais, livres e em equipe. Deles saíam sínteses, que eram avaliadas e debatidas em assembleia, até que se chegasse a uma única, mais completa. “Os alunos perguntavam, recebiam críticas dos colegas e assim aprendiam a argumentar, a se colocar e a respeitar o outro”, explica Aurea.
Também haviam os chamados estudos do meio ou pesquisas de campo, como lembra Luigy. “Fazíamos passeios nos bairros da cidade levantando o que tinha lá. Catalogávamos cinemas, teatros e até zonas de prostituição”, lembra. “Algumas equipes chegaram a ir para a Bolívia e para o Peru”.
Parte do dinheiro para os trabalhos de campo do Ginásio Vocacional de São Paulo vinha da cantina da escola, que era gerida pelos próprios alunos. Organizados em equipes, eles assumiam periodicamente a limpeza, o atendimento, o troco e o balanço final da cantina. Parte do lucro era divido igualmente entre os alunos, depositados na conta do banco escolar, que cada um possuía.
“Fazíamos tudo em equipe. Professores e alunos almoçavam juntos, jogavam bola juntos”, lembra Luygi. “Quando alguém fazia algo errado era realizada uma assembleia para que todos decidissem o que seria feito com o responsável”.
Ser aceito em um dos vocacionais não era simples. Os candidatos passavam por entrevistas com pais e alunos, além de estarem sujeitos a disponibilidade de vaga. “Se 15% dos moradores da região fossem da classe A, teríamos 15% dos alunos da classe A. Se 30% dos moradores fossem de classe E, 30% dos alunos também seriam”, explica Aurea. “As classes heterogêneas ajudavam a amadurecer”.
As avaliações eram bimestrais. Elas não eram feitas por notas, mas sim por conceitos e, principalmente, pela autoavaliação. “As notas estabelecem métodos muito rígidos. Com os conceitos tínhamos cinco faixas: superior, acima da média, médio, abaixo da média e inferior”, lembra Aurea.
As bases para a experiência dos Ginásio s Vocacionais, que a princípio, seria expandida para toda a rede estadual de São Paulo, começaram em 1959. “Havia uma proposta de reforma do então ensino médio, que passaria a se chamar Ensino Industrial, para os homens, e Educação Doméstica para as mulheres”, conta o doutor em educação Daniel Chiozzini, que pesquisou o vocacional no mestrado e doutorado. “Nesse projeto havia quatro artigos sobre a criação de Ginásios Vocacionais, que seriam uma transição da educação básica para o novo sistema”, explica.
Paralelo a isso, o Ministério da Educação e Cultura aprovou uma portaria que permitia a criação de classes experimentais, nas quais novas propostas pedagógicas seriam postas em prática. “As classes experimentais de Socorro, em particular, começaram a conceber uma nova proposta pedagógica, a partir das ideias de uma professora, chamada Maria Nilde Mascellani”, diz Chiozzini.
Em 1961, o então secretário da Educação de São Paulo, Luciano de Carvalho, gostou da experiência de Socorro. “Ele quis expandir o modelo e inseriu um apêndice na legislação de reforma do secundário, que criou o Serviço de Ensino Vocacional [SEV], sob responsabilidade da professora Maria Nilde”, explica o especialista.
“O SEV garantia uma autonomia administrativa muito grande na gestão das novas escolas. A proposta era levar os alunos ao engajamento e transformação do meio”, conta Chiozzini. “Todo esse processo foi muito influenciado pelo intenso movimento intelectual dos anos 1960”.
As avaliações eram bimestrais. Elas não eram feitas por notas, mas sim por conceitos e, principalmente, pela autoavaliação. “As notas estabelecem métodos muito rígidos. Com os conceitos tínhamos cinco faixas: superior, acima da média, médio, abaixo da média e inferior”, lembra Aurea.
Por que acabou?
Com o passar do tempo o sistema de ensino começou a sofrer crises internar e externas. “Havia diferenças e embates na experimentação. No auge da crise a professora Maria Nilde demitiu muita gente”, conta Chiozzini. “A gota d’água foi em Americana onde um grupo de professores foi demitido e dois deles denunciaram o vocacional para o exército, alegando que formava comunistas”.
Em junho de 1969, com a denúncia do professor Francisco Cid, de Artes Industriais, o diário oficial publicou a ameaça de destituição das professoras Maria Nilde e Aurea. Ela se lembra do episódio: “A Maria Nilde foi a delegacia e o general responsável tentou convencê-la a assinar alguma coisa dizendo que eu era comunista ou rolaria a cabeça dela. E ela disse: ‘Então rola a minha cabeça’”, lembra em entrevista ao documentário Vocacional, uma Aventura Humana.
No dia seguinte o diário oficial publicou a destituição de Maria Nilde. Depois desse episódio todos os Ginásios foram fechados. Em São Paulo o exército invadiu a escola. “Os professores foram presos na cozinha”, conta Chiozzini. “Houve muitos atos de pais e alunos pedindo para o governo voltar atrás”. Isso não aconteceu e em 1970 todas as escolas já funcionavam no sistema convencional.
“Eu tive muita dificuldade de encontrar uma escola para os meus filhos. Moro em São Paulo, mas optei por manda-los estudar em Cotia [SP], na escola de dois professores que foram do Vocacional”, conta Luigy. “Sempre me pergunto por que meus filhos e netos não puderam passar por uma experiência como essa?”
Na análise do especialista Chiozzini, apesar dos problemas, o sistema de ensino fazia jus a todos os elogios. “O Vocacional tinha problemas e se tivesse durado mais tempo poderíamos analisar e criticar melhor, mas não podemos condenar nada. Era uma proposta transformadora, que marcou muito a vida dos estudantes”.
* Publicado originalmente no Portal Aprendiz.
(Portal Aprendiz)
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Mais uma exibição do Documentário Vocacional uma aventura humana
Segunda feira estivemos no evento do Instituto de Estudos Avançados da USP para exibição do Documentário Vocacional uma aventura humana.
A organização do evento esteve a cargo de Gisela Solymos Conhecemos mais uma colega Ligia Nacil,
A exibição foi muito bem recebida por todos.
O ponto alto foi o encontro da diretora do Amorim Lima que procurava
o vocacional e a gvive que procurava o contato com o Amorim...
A exibição foi muito bem recebida por todos.
O ponto alto foi o encontro da diretora do Amorim Lima que procurava
o vocacional e a gvive que procurava o contato com o Amorim...
Logo vamos nos reunir para uma exibição no Amorim Lima.
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